quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Amanhecer


Meus sentimentos se transformam da noite pra o dia. Tenho sentimentos que dormem em meu coração e acordam no meu esquecimento. Não! Eu não sou tão vulnerável assim. Eu não mudo entre o crepúsculo e o amanhecer. Na verdade eu apenas modifico o meu modo de pensar e refletir sobre aquilo que sinto. E isso me confunde. É que às vezes sou tomada por uma emoção evanescente, adversa à aquilo que penso. Sensações que veem de encontro à razão. E causam uma desorganização profunda entre o que penso, o que sou e o que sinto. Há um desarranjo em mim. Estranha confusão de me ser.
É nesses momentos de desalinho que, definitivamente, não consigo definir o que sinto, e o que desejo. Aliás, desejo não sentir. E manter a sintonia comigo mesma. Há uma certa estranheza em me ser. Em sentir e não saber. Não sei. Uma vontade louca de cessar o pensamento, de estagnar meu coração. Tento fugir de mim e sempre me encontro no fim. Não há nada a fazer. Entrego-me, então. Entrego-me ao nada e ao não saber. Entrego-me a mim mesma, mesmo desconhecendo-me. Entrego-me ao sono. E ao desabrochar do sol, percebo. Foi apenas um instante. Foi apenas devaneio. Assim como antes sei o que é realmente é certo para mim. O que quero e devo sentir. Passou. Foi apenas uma combinação de idéias desconformes. Voltei ao controle da situação. Alívio
 
(Monalisa Macedo)

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Te amaria outra vez


"Te amaria outra vez
se você quiser perguntar.
Te amaria outra vez
pra você nunca duvidar.
Te amaria outra vez
como fogo no teu olhar.
Te amaria outra vez
se visse você partir.
Te amaria outra vez
se tivesse que te buscar.
Te amaria outra vez...
Te ouviria outra vez.
Te escreveria outra vez
longas cartas de uma eterna namorada.
Te ligaria outra vez.
Te acordaria outra vez
 pra conversar durante toda a madrugada.
Te amaria outra vez
se visse você chegar.
Te amaria outra vez
se olhasse no teu olhar.
Te amaria outra vez..."

(Fernanda Brum)